terça-feira, 12 de setembro de 2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Last week

 voltei aos apontamentos de fotografia
 irmã, cunhado e sobrinhos
 eu também corro para eles, não se vê, mas corro muito para estes miúdos
 estas duas...
 clic fotográfico pela mais nova

 teatrinho para crianças
 do Amor
 10 anos depois
 tanto mar... e o eterno desejo de mergulhar nele
 Cabo Sardão
 Cabo Sardão (silêncio bom)
 Cabo Sardão
 Porto Côvo
 brincar às casinhas ou casinha de brincar
This is us

terça-feira, 5 de setembro de 2017

in the mood for...

keep your eyes on the... shuttlecock!

{comecei ontem a jogar badminton. não imaginava que podia gostar tanto. a minha parceira de equipa tem 13 anos! Treze... adorei essa idade.}

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sem título

A semana voou, passei-a no meu estaminé com vista para uma gigante nuvem de fumo, das 9h às 21h. Confesso que a esta hora estou cansada. Olho para trás e fui feliz. A semana inteira, nem sei explicar bem como... se estive sempre a trabalhar ou a aproveitar o feriado para fazer festa de aniversário ao meu pai. (sim, é muito-muito bom ainda o ter por cá. tem sido excelente a sua companhia)
Fez 68 anos (no próximo ano é que vai ser! - e ri).


(o meu pai Filipe e os seus descendentes e o nariz da minha mãe)
 
Falhei o concerto da Luisa Sobral, em Évora, o do Filipe Valentim, em Paredes de Coura e hoje na Casa da Música no Porto (às 22h) com "Uma coisa em forma de assim".
Depois do concerto em Paredes de Coura, recebo dele esta mensagem: "Só te digo, isto foi do caralho!!!"
Alargou-me o sorriso. O dia de ontem foi bom, super cansativo e mega bom. Adorava ter estado lá a dançar, a viver o Verão. Faço por viver estes dias quentes com magia e tenho conseguido. A Rita ajudou muito. Hoje foi o último dia dela, por aqui. E a chegar ao fim da jornada, atende uma chamada de uma Associação Espirita que quer comprar dois imóveis a uma Santa Casa da Misericórdia. Não me lembro de rir tanto no meu local de trabalho.
 
A fechar o dia e a semana os meus olhos pousam na Virgínia Woolf:
"Certa noite, uma estrela cavalgava entre as nuvens, e eu disse-lhe:
Devora-me."
 




quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Oração

 
Esta fotografia tem 8 anos. Foi tirada em Agosto de 2009, numa espécie de albergue, durante o caminho francês de Santiago. Lembro-me tão bem deste lugar. Desta missa enquadrada pelo nosso estendal. Nascia a filha mais velha do Dinis, a que chamou Sara. A Sara peregrina estava grávida de gémeas. Ainda estávamos todos, com feridas e cansados, mas estávamos todos. Soube a brisa de fim de tarde, este caminho de Santiago em 2009.


Esta fotografia também tem 8 anos. Foi no fim do caminho. Ficámos sentados a olhar o horizonte. Nesta fotografia o Tino com o ar sério e focado, a barba com o tamanho dos nossos dias. Há 8 anos eu não tinha rugas, nem cabelos brancos, nem falta de ferro. Há 8 anos já morava no Alentejo e tinha saudades do Minho.

 
O Tino abraçava assim o Alex (que ia ser pai de gémeas, filhas da Sara peregrina)
 


caminho de Santiago

 
Tino e o seu cachimbo doce


Imagem de marca do Tino, nas muitas viagens de autocarro
Não havia lugar ao cansaço, tudo servia para fazer rir
 


do  humor
 


em família ("quem sai aos seus...")


No dia em que eu soube que ele estava doente, minutos antes de entrar na  igreja de coração pequenininho.
Ele afinava a guitarra.
Levantou-se e sorriu com todo o seu ser, com tanta emoção.
Eu acabava de saber e abracei-o. E foi bom. Foi sempre tão bom.
 
(as fotografias são todas do Pedro Soares Cordeiro, que compilou 14 anos de fotografias com o Tino. viajei no tempo, esta tarde. em oração, de coração)

domingo, 13 de agosto de 2017

Pequenos prazeres





Filipe Valentim

Ir a uma aldeia portuguesa ver um amigo de infância tocar.
Chegar com o toque do sino e ficar sentada à porta da igreja, como se o concerto não estivesse mesmo a começar.
O Tiago Pereira a chamar-nos, afinal o concerto começava a horas e nós, as supostas miúdas da primeira fila, ainda a acabar a cerveja das 15h e dos 38º.
Não se podia beber cerveja dentro da igreja (apenas o padre tem direito a beber vinho), mas entrámos por uma porta lateral, com a cumplicidade do Tiago e de Jesus. Tal como o Afonso Cruz, tenho a certeza que Jesus Cristo, para além de vinho, bebia cerveja.

Emocionar-me com o concerto do Filipe e ter, à saída da igreja onde tocou, este presente.
Abençou-se um senhor na entrada da capela e o Filipe pôde tocar.
A seguir desmontou-se o palco e preparou-se o altar para a missa de domingo.
Foi bom. Tudo. Até o som.

Batemos palmas aos Les Saint Armand, como fãs de primeira linha, numa espécie de chegada de maratonistas à meta. Alguns do grupo acharam graça, outros confessaram-se "cegos pela fama" e nem nos viram. À sua frente, apenas cifrões, notas, público em extâse - hipnotismo.
 
Encontros e reencontros inesperados e quentes. (amizades com 20 anos. amigos que não via há 20 anos. Bons Sons.) Um livreiro incendiário que, além de uma nova gama de cigarros, nos apresentou a toda a sua corte. Reis e outras personagens. Ia e vinha. Aparecia e desaparecia.

{Hoje vou dormir cedo, ainda a rir-me da anedota em que se tornou a noite de ontem. A vida da minha turminha cruzou-se, numa pizzaria de rua, com a turminha dos "Les Saint Armand" e não podia ter corrido melhor. Uma piada que começou com o tamanho da pizza que escolheríamos - tamanho Rita Pereira. Uma piada que nunca mais parou. "Hold!"}

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Urgente


Desde que o mês começou que bebo café nas urgências do hospital em 5 minutos (onde depois almoço em 30). O Alentejo inteiro de férias, relaxado. (o Alentejo inteiro e eu pela metade).
Tirei o dia de amanhã para dançar na vila aqui ao lado.



{não me posso queixar, tenho tido dias cheios de trabalho e riso e tenho trabalhado com gente nova. gente leve. gente boa. o trabalho quase sabe a oceano e a brisa do mar. só não queria sentir-me sempre "de urgência".}


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Oração

Segunda-feira e ainda estou em casa.
O mês de Julho chega hoje ao fim e pudesse eu esticá-lo... manter-me no sete.

Este mês conheci finalmente a Cristina. Partilhamos uma amizade, estivemos até no casamento dessa amizade, em Évora, há mais de 10 anos, então não nos conheciamos.
Enviei-lhe uma mensagem para vir jantar e veio. Vive em Arraiolos e é do Porto, claro. Um alentejano dificilmente aceitaria um convite assim. E que bom que foi e que bom que é, o inesperado.
Veio ainda a namorada do meu melhor amigo e o seu filho Mowgli, de 2 anos. Coloriu-me a casa e o coração.

Este mês, este mês. Leve, quente-quente. 
Quente.
Cheio de música boa. Marvão e Baltazar Molina, Carlos Barreto, Silvia Vitória, José e Luís Peixoto. O pôr-do-sol morno. A música quase como silêncio.
A Sílvia Pérez Cruz em Évora. A sensualidade vestida de mulher.
Esta mulher apimenta qualquer lugar, qualquer homem ou instrumento. É irresistivel, arrepiante o modo como hipnotiza o violoncelo e o violoncelista. Nunca tinha visto nada assim. 

Este mês, este mês. Recebi presentes. Quentes.
A ternura da Beatrix Potter e a Rita de lábios pintados de vermelho, 22 anos carregados de beleza pura, a apimentar, a aquecer o lugar onde trabalho. Foi a Roma e trouxe-me um coração. O riso e a juventude a colorir um lugar conhecido por ser cinzento.

A amiga que casou em Outubro, grávida de uma menina, mudou-se para a capital e escreveu-me uma carta. à mão. e ofereceu-me um livro que se lê de trás para a frente, porque nem tudo tem de ser óbvio. Ao inesperado e à esperança! - brindo. À Joana que navega no mesmo barco que eu, há 9 anos. Que mudou de cidade e que arrisca agora no estado de graça que é a maternidade.
Havemos de nos deitar com a tua menina ao colo, debaixo de uma árvore, só para ficar a ver o balançar das folhas. (partilhamos alguns pequenos prazeres)

Há uma ano preparava a ida a Nova Iorque, onde comprei este calendário "happiness is...". 
A penúltima viajem da Joana. Depois de Nova Iorque não voltei a vê-la ou a falar com ela. 
O meu casaco de Inverno também foi. No bolso ficou um bilhete de metro. Eu fui no Verão.

Este ano não tenho férias em Agosto, mas preparo ida a Timor. 
Apetecia-me Bali e um resort com ioga, mas na troca de emails com a amiga que vive em Timor, é claro que Dili será o destino. Não há spa ou ioga que se compare à presença de um amigo. Timor será o próximo destino de férias de Verão, no começo do Inverno. Com direito a um pulinho ao Cambodja.

Sinto que o P.S.1. desta mensagem se cumpriu. Este ano a Primavera não foi verde, mas este amigo andou de coração e alma, por aqui. A dezasSETE de SETEmbro de dois mil e dezasSETE o Alentejo receberá a sua prole. Será bom. Tudo é.



gosto tanto de todos os títulos de cada capítulo (pequenos prazeres)



(Rita Cruz)


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Matiné





O contrato (de Peter Greenaway)

Combinei com uma amiga de um amigo aparecer no cinema em Évora, ontem à noite.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Pequenos prazeres

o meu maior "pequeno prazer"

[fui comprar uns óculos novos de natação - depois de ter passado o dia de ontem numa das minhas piscinas preferidas: Portagem com vista para o castelo de Marvão. Comprei ainda um relógio que mede os metros que nado, os passos que dou, os andares que subo e que trazia um aviso, qual maço de tabaco: "o uso prologando deste relógio pode provocar o cancro." pode matar, de acordo com um estudo da Califórnia. de acordo com uma norma, cujo número não me lembro. este aviso é obrigatório. agora uso-o com moderação, como quem fuma um cigarro de quando em quando. Em noites de luar fumo um cigarro partilhado com o silêncio dos melhores amigos que partiram. hoje usei o relógio, apesar da lua imensa que me inunda a sala, não fumei. comprei ainda um vestido de ténis, para o usar nas danças... vesti-o e vi-me logo em wimbledon 2017, ou em Évora 2017! Entre ténis e badminton, escolho badminton. Gosto tanto do vestido extra-curto de jogadora de ténis. Demasiado curto para as danças, mas dará - com calços curtos debaixo dele - para correr. E para jogar badminton.]  



 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Last Week


Janeiro de Cima - Raiz d´Aldeia

as conversas com esta turma, são melhores que as cerejas do Fundão
{hei-de ver o filme "warm water under the bridge"}

o meu amigo mais louco, o mais terno, o mais genuíno,
despido de preconceitos, ele é feliz
 ainda estou a girar, a trautear
danço valsas, rodopio e as luzes transformam-se em estrelinhas
e fixo o olhar numa boca e num queixo que sorriem, para não me perder no Universo 
que roda, sem parar

[se acham que são felizes a andar de carrossel, experimentem valsear]