sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Esta manhã

(ao espelho)

Reli todas as mensagens trocadas com as amigas M. e S. no último ano.
Sem querer, apaguei todas as mensagens trocadas com a S. (todas). Haverá alguma nuvem onde possam estar guardadas? É que eram mensagens preciosas, iguais à nossa amizade. 

"O António que vive numa casa debaixo de uma árvore, completamente ao contrário dos ninhos que ficam em cima, disse-me: As asas sãos as pétalas dos gaios.
Um gaio explicou-lhe isso muito bem, mesmo muito bem: Um pássaro a voar é um arbustro em flor." (Afonso Cruz, numa mensagem enviada pela M.)

Começa hoje o Outono. 
Fui cortar o cabelo, para que os seus fios assim penteados possam voar mais leves, como arbustros em flor.
Passaram 9 meses sobre o dia em que fiz 600 quilómetros para receber um saquinho de coloridos confetis. Para imaginar uma festa no Céu limpo e azul e imenso, como limpos e azuis e imensos - e cheios de mar - eram os olhos de quem acabava de mergulhar nele.

Há ondas, meu bem há ondas, há ondas sem ser no mar,
Há ondas no teu cabelo e há ondas... no teu Olhar. [Penteei o meu cabelo - moda Alentejana]

 [D´Évora com Amor, na Fundação Eugénio de Almeida]

terça-feira, 12 de setembro de 2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Last week

 voltei aos apontamentos de fotografia
 irmã, cunhado e sobrinhos
 eu também corro para eles, não se vê, mas corro muito para estes miúdos
 estas duas...
 clic fotográfico pela mais nova

 teatrinho para crianças
 do Amor
 10 anos depois
 tanto mar... e o eterno desejo de mergulhar nele
 Cabo Sardão
 Cabo Sardão (silêncio bom)
 Cabo Sardão
 Porto Côvo
 brincar às casinhas ou casinha de brincar
This is us

terça-feira, 5 de setembro de 2017

in the mood for...

keep your eyes on the... shuttlecock!

{comecei ontem a jogar badminton. não imaginava que podia gostar tanto. a minha parceira de equipa tem 13 anos! Treze... adorei essa idade.}

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sem título

A semana voou, passei-a no meu estaminé com vista para uma gigante nuvem de fumo, das 9h às 21h. Confesso que a esta hora estou cansada. Olho para trás e fui feliz. A semana inteira, nem sei explicar bem como... se estive sempre a trabalhar ou a aproveitar o feriado para fazer festa de aniversário ao meu pai. (sim, é muito-muito bom ainda o ter por cá. tem sido excelente a sua companhia)
Fez 68 anos (no próximo ano é que vai ser! - e ri).


(o meu pai Filipe e os seus descendentes e o nariz da minha mãe)
 
Falhei o concerto da Luisa Sobral, em Évora, o do Filipe Valentim, em Paredes de Coura e hoje na Casa da Música no Porto (às 22h) com "Uma coisa em forma de assim".
Depois do concerto em Paredes de Coura, recebo dele esta mensagem: "Só te digo, isto foi do caralho!!!"
Alargou-me o sorriso. O dia de ontem foi bom, super cansativo e mega bom. Adorava ter estado lá a dançar, a viver o Verão. Faço por viver estes dias quentes com magia e tenho conseguido. A Rita ajudou muito. Hoje foi o último dia dela, por aqui. E a chegar ao fim da jornada, atende uma chamada de uma Associação Espirita que quer comprar dois imóveis a uma Santa Casa da Misericórdia. Não me lembro de rir tanto no meu local de trabalho.
 
A fechar o dia e a semana os meus olhos pousam na Virgínia Woolf:
"Certa noite, uma estrela cavalgava entre as nuvens, e eu disse-lhe:
Devora-me."
 




quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Oração

 
Esta fotografia tem 8 anos. Foi tirada em Agosto de 2009, numa espécie de albergue, durante o caminho francês de Santiago. Lembro-me tão bem deste lugar. Desta missa enquadrada pelo nosso estendal. Nascia a filha mais velha do Dinis, a que chamou Sara. A Sara peregrina estava grávida de gémeas. Ainda estávamos todos, com feridas e cansados, mas estávamos todos. Soube a brisa de fim de tarde, este caminho de Santiago em 2009.


Esta fotografia também tem 8 anos. Foi no fim do caminho. Ficámos sentados a olhar o horizonte. Nesta fotografia o Tino com o ar sério e focado, a barba com o tamanho dos nossos dias. Há 8 anos eu não tinha rugas, nem cabelos brancos, nem falta de ferro. Há 8 anos já morava no Alentejo e tinha saudades do Minho.

 
O Tino abraçava assim o Alex (que ia ser pai de gémeas, filhas da Sara peregrina)
 


caminho de Santiago

 
Tino e o seu cachimbo doce


Imagem de marca do Tino, nas muitas viagens de autocarro
Não havia lugar ao cansaço, tudo servia para fazer rir
 


do  humor
 


em família ("quem sai aos seus...")


No dia em que eu soube que ele estava doente, minutos antes de entrar na  igreja de coração pequenininho.
Ele afinava a guitarra.
Levantou-se e sorriu com todo o seu ser, com tanta emoção.
Eu acabava de saber e abracei-o. E foi bom. Foi sempre tão bom.
 
(as fotografias são todas do Pedro Soares Cordeiro, que compilou 14 anos de fotografias com o Tino. viajei no tempo, esta tarde. em oração, de coração)