sexta-feira, 30 de junho de 2017

Last Week


Janeiro de Cima - Raiz d´Aldeia

as conversas com esta turma, são melhores que as cerejas do Fundão
{hei-de ver o filme "warm water under the bridge"}

o meu amigo mais louco, o mais terno, o mais genuíno,
despido de preconceitos, ele é feliz
 ainda estou a girar, a trautear
danço valsas, rodopio e as luzes transformam-se em estrelinhas
e fixo o olhar numa boca e num queixo que sorriem, para não me perder no Universo 
que roda, sem parar

[se acham que são felizes a andar de carrossel, experimentem valsear]

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Sem título

Conto à minha irmã e à minha sobrinha de 7 anos que tenho uma amiga grávida de quase 4 meses.
Numa casa onde tudo se reproduz a grande velocidade, a minha sobrinha mais velha faz perguntas. 
No início da semana o aquário de água quente encheu-se de minusculos peixinhos. Espanto geral, ninguém viu nenhum peixe "grávido".

"Porque é que não tens filhos?" - pergunta. E acrescenta logo um "se nunca gostei tanto-tanto de alguém a quem desse beijinhos para que os filhos nascessem."

Estava a comer um ovo estrelado, a explicação pareceu-me fácil.

"Minha querida sobrinha, nós, mulheres, temos ovos estrelados na barriga. E os homens tem minusculos peixinhos, assim como estes que nasceram no aquário esta semana. Um peixinho dentro de um ovo estrelado pode gerar um bebé... não é própriamente necessário que haja amor, basta que haja um ovo e um peixinho." 

Fica admirada com o não ser necessário amor para que nasça um bebé (e é uma boa admiração).
Então sugere-me para pai de um bebé meu o meu melhor amigo... (um de infância, de há muitos anos).

Sorrio. Era possível, sim. Eu tenho ovos estrelados e ele tem peixinhos. Era só por a mesa.
Explico-lhe que lhe podia pedir um peixinho e que depois um médico colocaria esse peixinho no meu ovo estrelado e depois nasceria o tal bebé... mas que não é assim tão simples, moramos muito longe um do outro, ele mora junto ao mar. E somos grandes amigos, seria não o fruto de um grande amor, mas o fruto de uma grande amizade. Quem cuidaria dele (bebé)?

"Eu!" - responde ela. "Eu tomaria conta da vossa sereia!"

[Estou cada vez mais fã de conversas soltas com as crianças...]

A noite passada

(ontem à noite, fotografia com telemóvel)
O Verão começa hoje, diz o google quando abro a internet.
Sinto que refrescou e o fresco da manhã soube-me a inicio de Primavera.

Os dias quentes levaram-me ao centro de saúde com uma dor de garganta voraz.
"Umas belas anginas" (como a dona delas, oiço dizer) e ninguém a quem as pegar.

Então pego ao colo, muito devagar, na minha sobrinha de 3 anos.
Está molhada da transpiração.
É um colo para as duas. Um colo nosso. 
Deixo-me levar pela indolência dos dias, que entram nas noites, quase sem variação de temperatura.

Em noites quentes corro com um cachorro que segue à minha frente como se saltasse costantamente num tranpolim. Um delirio de felicidade, as corridas no meio do Alentejo puro, seco, com saca-rabos e raposas a fazerem-nos ultrapassagens rasteiras. 
Os sons da noite tão intensos. 
Tão longe do mundo "real" e tão próxima do natural.

Há 10 anos a avó Matilde deixava-nos o corpo que durante mais de 90 anos habitou.
Viveu ao ritmo e com os sons da natureza.
Hoje mergulharemos numa piscina ao fim do dia, numa família que se multiplicou depois da partida dela. Para celebrar o inicio do Verão ou apenas para refrescar.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Previsão meteorológica


{Para onde vão os guarda-chuvas?}
M - (segunda-feira, 13.02.2017): "Perdi o nosso guarda-chuva... Na verdade deixei-o na urgência... e desapareceu! Pode ser que alguém esteja a precisar de super-poderes!! mais do que eu... Ohhh.... entretanto ainda tenho esperança!!!"

M - (terça-feira, 13.06.2017): "Guess what? :)"

A M. ofereceu-me este quarda-chuva com super-poderes, igual ao dela, no meu aniversário.
Depois, perdeu o dela e eu... emprestei-lhe o meu.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Sem título

"Querida Suzana,

há coisa de uma meia dúzia de semanas (ou talvez mais) lá apareceu uma
nova ideia a querer andar no ar. A Tona deu o mote para que a ideia
começasse a ganhar asas e, desde essa altura, a amizade de quem te quer
bem, e ao Tino e aos miúdos, foi tratando de a pôr no ar.

Cada um de nós traz, por dentro, muito do que o Tino nos foi mostrando
com a sua vida, aquela que dizia sempre lhe correr bem... Cada um de nós
sabe o quanto traz, por dentro, de gratidão por isso. Estamos aqui,
juntos a ti, Suzana, e aos miúdos. Sabes isso bem. E nós, deste lado da
amizade, sabemos o quão grande tens sido... e o quão grande têm sido os
miúdos. Tão grandes que nós lá nos vamos sentindo pequeninos e ansiosos
por ser mais do que isso...

O projeto para a campa do Tino anda por aí. Alguns de nós já o viram.
Outros de nós ainda só ouviram falar dele. Todos queremos muito que seja
especial... E todos queremos dar um bocadinho de nós a este projeto. É
isso mesmo, um bocadinho que pedimos que aceites com um sorriso, por
amizade. Neste dar de um bocadinho de nós hás de sentir a vontade de
sermos menos pequeninos. E de estar em festa com o Tino, ao sabermos que
os laços dele se vão enlaçando uns com os outros nestas ideias que
teimam em querer andar no ar.

Aqui tens 4174,42 euros que querem ser ajuda, gratidão e amizade.

Continuamos aqui, atentos às ideias que quiserem andar no ar,

nós, uns quantos amigos."

{sete meses depois dos balões, há emails que não precisam de título}

terça-feira, 6 de junho de 2017

Last week

 {Calvin... and Hobbes}
 rodeada de família por todos os lados ("nenhum homem é uma ilha"}
no dia da criança ia pisando o meu sobrinho do meio (um verdadeiro Calvin), que me chamou um nome qualquer de um dinossauro (felizmente reconheci-lhe a voz)
 bisneto e bisavó
 gerações
 irmãos
 pré-adolescente feliz
 irmãs
 mãe e filha

terça-feira, 30 de maio de 2017